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MIA
EAN : 9789403906775
Édition papier
EAN : 9789403906775
Paru le : 31 déc. 2099
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A paraître 31 déc. 2099
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- EAN13 : 9789403906775
- Réf. fournisseur : 6271259
- Date Parution : 31 déc. 2099
- Disponibilite : Pas encore paru
- Barème de remise : NS
- Nombre de pages : 502
- Format : H:234 mm L:156 mm E:28 mm
- Poids : 0gr
- Interdit de retour : Retour interdit
- Résumé : MIA est le premier livre de la collection « Les femmes que nous aimons ».Entre Paris, Monaco, Marseille, le Portugal, l'Italie et la Tunisie, le narrateur se souvient de Mia : une femme algérienne, musulmane, européenne, élégante, libre, impossible à enfermer dans une seule définition. Ce qui commence comme une histoire de désir et de fascination devient un roman sur la mémoire, l'appartenance, la classe sociale, l'identité, le voyage et la perte.Mia n'est pas seulement une femme aimée. Elle est une manière de regarder l'Europe contemporaine. À travers elle, le livre montre comment l'argent, l'origine, la religion, la peau, la langue et le passeport déterminent qui est accepté, désiré, toléré ou perçu comme une menace.Sans manifeste ni discours faciles, MIA révèle la politique cachée dans les gestes intimes : un hôtel, une rue, une frontière, un dîner, une chambre, un adieu. C'est aussi un roman sensoriel, fait de cafés à Paris, de chambres à Monaco, de routes dans le Douro, de vin, de silence, d'humour, de sexe, de tendresse et de cette certitude amère : certaines personnes traversent nos vies sans jamais nous appartenir.
- Biographie : Octávio Viana começou por fazer aquilo por onde se começa a vida: estudou. Doutorou-se em Gestão de Empresas, estudou Direito, aproximou-se do mercado de capitais e, não contente com isso, decidiu escrever livros.Os primeiros livros nasceram desse território piedoso e cruel a que se chama mercado financeiro, lugar onde todos falam de racionalidade enquanto rezam, em silêncio, para que a cotação suba. Escreveu sobre capitais, investidores, risco, expectativas, perdas, ganhos e outras formas modernas de superstição. Foi aí que percebeu uma coisa fundamental, talvez a única verdadeiramente literária da sua vida: escrevia mal para caraças.Qualquer outro teria parado. Mas Octávio Viana, infelizmente para uns e felizmente para a estatística editorial, decidiu continuar. Descobriu que só os teimosos confundem o bom com o melhor e que não há melhor livro do que aquele que vem mal escrito, porque oferece ao leitor uma participação activa, quase democrática, no processo criativo. O autor escreve, o leitor corrige e entre ambos talvez se salve qualquer coisa, nem que seja a pontuação.Depois vieram os livros de receitas, mas não daqueles tipo que dizem junte isto, mexa aquilo, leve ao forno e finja que a vida ficou resolvida. Nada disso, eram receitas com histórias dentro, porque um prato, quando há vida, nunca é apenas comida; é infância, amigos, família, vingança, desejo, pobreza disfarçada de tradição ou tradição disfarçada de colesterol. O Octávio percebeu então que a cozinha tinha mais personagens do que muitas novelas e, em certos casos, melhores diálogos.Mais tarde, talvez por cansaço da realidade ou por excesso dela, saltou para livros de ficção, ou para livros que pelo menos parecem ficção, o que já não é pouco num tempo em que a própria realidade se apresenta ao público sem revisão, sem índice e com personagens francamente inverosímeis. Nesses livros, o autor continuou a fazer o que sempre fizera: observar sistemas, desmontar aparências, desconfiar das certezas e entregar ao leitor matéria suficiente para que este, se tiver paciência, inteligência ou apenas lápis vermelho, possa melhorar a obra.A literatura de Octávio Viana é uma coisa imperfeita e por isso talvez justifique ler.
